Comece pelo escopo, não pelo preço
Antes de qualquer número, escreva o que vai ser entregue: quantas peças, de que duração, em quais formatos e versões. Depois, quantas diárias de captação, em que locais e em que datas. Quase todo orçamento que dá prejuízo nasceu de um escopo vago: "um vídeo institucional" vira três versões, legenda em inglês e mais uma diária.
As linhas que não podem faltar
- Equipe. Uma linha por função (direção, direção de fotografia, assistente de câmera, som direto, produção), com a diária de cada um e quantas diárias.
- Equipamento. O alugado entra com a diária da locadora vezes os dias. O seu entra também, como custo de uso ou listado como incluso: o cliente precisa ver o que está recebendo.
- Deslocamento e logística. Quilômetros, pedágio, estacionamento, transporte do equipamento, alimentação e, se for viagem, passagem e hospedagem.
- Pós-produção. Edição, cor, mixagem de som, motion, legendas. Separe o que é cada etapa.
- Entregas. Formatos, versões e quantas rodadas de alteração estão incluídas.
- Impostos. Se você emite nota fiscal, a alíquota precisa estar no preço, não sair da sua margem.
Validade e condições
Diga até quando o preço vale (de 7 a 15 dias é comum, porque diária de locadora e de equipe muda), como é o pagamento (por exemplo, metade na aprovação e metade na entrega) e o que acontece se a data mudar. Rodada de alteração além do combinado é cobrada à parte: escreva isso antes, não depois.
Mudou o escopo? Nova versão
Quando o cliente pede uma mudança, não edite o orçamento que ele já viu. Faça uma versão nova e guarde a anterior. Assim você sabe o que foi enviado, e a conversa sobre "mas no orçamento estava…" acaba rápido.
Mostre o que o cliente precisa ver
Para a maioria dos clientes, blocos bastam: equipe, equipamento, logística e entregas, cada um com o seu total. Se ele pedir o detalhe, mande os valores discriminados em anexo, sem desmontar o resumo.
Atualizado em 28/10/2026.