A conta de base
Some o que você precisa por mês: o seu pró-labore, o equipamento (parcelas ou reserva para trocar), seguro, softwares, contador, plano de saúde, estúdio, transporte. Depois divida pelos dias que você fatura no mês, não pelos dias úteis. Entre orçamento, pós-produção, prospecção e deslocamento, muita gente fatura de 8 a 12 diárias por mês.
Esse é o piso: abaixo dele, cada trabalho paga menos do que custa. Em cima dele entram os impostos e a sua margem.
Imposto não sai da margem
Se você emite nota fiscal, divida o valor pela parte que sobra depois do imposto. Com 6% de imposto, por exemplo: R$ 900 ÷ 0,94 ≈ R$ 957. A alíquota certa depende do seu regime: confirme com o seu contador.
Equipamento é outra linha
Não esconda a câmera dentro da sua diária. Quando o equipamento é seu, cobre o uso dele numa linha própria. Quando é alugado, repasse a diária da locadora. Assim o cliente entende o preço, e você não perde dinheiro no dia em que leva mais equipamento.
As regras que evitam discussão
- Quantas horas tem a diária (8, 10 ou 12) e quanto custa a hora extra.
- Se existe meia diária, e a partir de quantas horas ela vira diária inteira.
- Como contam o dia de viagem e o de montagem.
- Quando o valor é reajustado (uma vez por ano, por exemplo).
Só então compare com o mercado
Sindicatos e associações do setor publicam tabelas de referência por função, e colegas da sua cidade são a melhor régua. Se o seu piso ficou muito acima do mercado, o problema costuma estar no custo fixo ou em poucos dias faturados, e não na diária.
Atualizado em 28/10/2026. Os números são de exemplo.